Ela surgiu, calma e matreira, medindo os passos e penetrando como a noite de inverno. pé ante pé, inflitrou-se pelas brechas que alastram na parede cansada de tanto defender as suas investidas. foi entrando devagarinho, sem pedir licença e invadiu-me fazendo da minha pessoa o seu trono. minou o sistema, infectando-o através dos poros, pelo cheiro, de sabor constante, surda e ofuscante. manieta-me, manuseia-me, manobra-me a seu bel prazer e ignora a reacção porque sabe que vai vencer. ela aguarda a minha falha com paciência, o tempo corre a seu favor. ela tem a certeza que irei claudicar e não perdoará o ensejo.
ela já não espreita, olha-me com desdém. ela já pede favores, manda recados. ela tomou conta de mim. ela já não precisa de ajuda, é suficiente.
e o que é que eu faço?
Vou começar a "atacar"; já estou livre desta cena!!!!
Qdo vieres ao Algarve, avisa.
Jinhos.
Mana